Oi queridas (algum querido por aí também? então oi!)!! Sumi, mas eu sou assim mesmo. Escrevo quando realmente dá vontade. Hoje não tem receita, apenas foto pra atiçar as lombrigas no final do post... mas puxa a cadeira, que tem lero-lero! = )
Eu fiquei pensando em como inaugurar o ano aqui no blog. Podia simplesmente desejar feliz ano novo. Mas achei muito impessoal... logo eu, que prefiro deixar as coisas o mais objetivas possível, fiquei com vontade de falar de mim. E lembrei que vi o filme "Julia & Julie" pela enésima vez essa semana (não resisto, vejo sempre!) e que me identifiquei muito com a Julie: próxima de fazer 30 anos, casada, escrevendo um blog de culinária... bem como eu. Lembrando das crises dela, parei para pensar nas minhas próprias crises...
Primeiro: vou fazer 30 anos em 2012. Putz, 30 anos! Na noite da virada bateu um desespero de saber que a idade está avançando. No meio do tilintar das taças de champagne, já na contagem regressiva, soltei: "Ok, podem ir para 2012, pessoas, eu vou ficar aqui mesmo, em 2011!". Que medo! Esse ano eu viro trintona! E nem adianta fazer essa cara de "nossa, mas você ainda é nova" ou "nossa, fazer 30 é tão bom" porque eu não vou cair nessa. Estar saindo dos 20 não feels any good.
Entrar em 2012 foi um ato de coragem, juro!
Segundo: assim como a Julie, eu também estou no meio de uma crise ou busca profissional. Em 2011 aconteceram algumas coisas bem desagradáveis nesse campo pra mim. Vi uma aliança de anos se romper, por motivos ridículos e por pura falta de consideração. Com o rompimento, além de certa revolta (não sou de ferro!), veio, surpreendentemente, uma sensação de liberdade absurda, com a qual ainda estou aprendendo a lidar.
Isso também trouxe uma reconstrução e um repensar de valores e crenças, de métodos, de escolhas... vi que a vida tem seu curso, não adianta muito achar que o que sempre se sonhou é o melhor para você sempre, porque às vezes, simplesmente não é. E que é preciso experimentar muita coisa dessa vida antes de saber realmente que esse "sonho" de sempre é mesmo o seu. Que viver num ambiente inflado de egos não faz bem... Que a vida não pode ser só trabalho, importa mais o acesso à cultura e as experiências de vida que ele pode te proporcionar. Que nada disso vale a pena se você não tem amigos para dividir esses momentos. Que impor certo respeito é, também, amar a si mesmo.
Por fim, eu vi que estar cercada de poucos, mas bons, muito bons amigos, faz a vida muito mais leve e gostosa, realmente! Às vezes não é nem sua família que vai te apoiar ou te entender (embora, acredito, ela seja sempre fundamental), mas seus amigos, os de verdade, estão sempre lá. E eu sou tão sortuda de ter bons amigos. Muito.
Por isso, pra mim, dessa minha conversa cá com meus botões (e com vocês), só existe uma conclusão: para 2012, não tenho pedidos, nem desejos ou resoluções. Quero só agradecer. E muito. Agradecer o que veio e o que virá. Agradecer ao que Deus envia, porque ele sempre manda algo bom se a gente acredita na vida. E além dos amigos de sempre, agradeço por ter recebido mais uma amiga esse ano, que sabe quem é. Enfim, espero que essas amizades tão queridas continuem firmes e fortes! = )
E para vocês, queridos leitores, para quem escrevo essas linhas, que às vezes, parece, estão apenas se perdendo num espaço escuro e infinito (tomara que não!!), deixo essa foto do último
bolo de cenoura delícia que rolou lá em casa... vê se não é um agrado bom de se começar o ano:
Feliz 2012 para todos vocês!